Lean Startup

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O método do Lean Startup pode ser definido principalmente com apenas uma palavra: “enxuto”. Esse é um método bastante popular na gestão de algumas indústrias.

O Lean Startup é uma prática que envolve identificar e eliminar a origem dos desperdícios que podem ser percebidos em uma empresa.

De uma forma geral, o método do Lean Startup se baseia em uma estratégia de atuação que permite que o empresário identifique os desperdícios de tempo, de custo ou dos recursos da sua empresa. É assim que se alcança uma qualidade maior no processo de produção da empresa, segundo o Lean Startup.

Saiba mais sobre o método do Lean Startup a seguir.

O que é o Lean Startup?

Quando uma empresa consegue eliminar os desperdícios que existem no seu processo de produção, ela consegue fazer com que o seu produto ou serviço chegue mais rápido para os seus clientes.

Foi inspirado nessa ideia que o empresário americano Eric Ries  combinou algumas tendências já populares no meio do Marketing e da Tecnologia e se dedicou a criar um novo método. Desses estudos, Eric Ries criou o termo “Lean Startup” para o método que ele se dispôs a criar.

A intenção de Eric Ries era transformar um método que foi pensado inicialmente apenas para empresas de tecnologia. A partir dos novos conceitos introduzidos por Eric Ries, ele formatou o método para técnicas mais coesas e que poderiam ser aplicáveis a qualquer mercado, inclusive para novos negócios.

As ideias que foram desenvolvidas por Eric Reis se basearam em um ciclo que passa por três processos principais: (a) Construir; (b) Medir; e (c) Aprender. Esse ciclo é uma tradução livre para o termo inglês “Build – Measure – Learn”.

Esse ciclo envolve algumas estratégias para desenvolver os produtos já existentes e criar novos para o mercado. E toda estratégia de criação de novos produtos pressupõe uma maior interação da empresa com os seus clientes para identificar as suas necessidades e testar várias hipóteses.

O Lean Startup é um método que vem ganhando cada vez mais adeptos nas empresas brasileiras. Apesar disso, muitos empresários ainda usam o método de forma errada, destoando das suas propostas principais.

As dificuldades que envolvem a aplicação do Lean Startup em empresas vão desde as barreiras de linguagem, já que o método foi concebido em língua inglesa, até a inexperiência de muitos empresários que se dispõem a usar o método.

Principais Conceitos do Lean Startup

No mercado de negócios atual, os empresários geralmente tem consciência de que, antes de abrir um novo negócio, é preciso fazer um Plano de Negócio.

Ou seja, o empresário deve criar um documento onde registrará as oportunidades, o problema do negócio e a solução que a empresa vai oferecer para o mercado.

Um bom Plano de Negócio também deve contar com uma projeção detalhada de receita, da expectativa de lucro e do fluxo de caixa para, no mínimo, os cinco anos posteriores. O método do Lean Startup tenta fugir um pouco a essa regra, estabelecendo que um Plano de Negócio, na verdade, não é uma boa garantia de sucesso.

O processo mais tradicional exige que o empresário crie o seu Plano de Negócio, apresente a sua ideia para potenciais investidores, capte os recursos necessários, monte a sua equipe e só depois parta para a ação. O resultado final disso tudo é, claro, lançar o produto ou o serviço no mercado.

O Lean Startup é um método que chega para questionar essa sequência. Além disso, o Lean Startup também surge para oferecer caminhos mais rápidos para se lançar um novo produto ou serviço no mercado.

É a partir do conceito de economia de tempo que o Lean Startup sugere que o empresário pule algumas dessas etapas mais tradicionais de um novo negócio. O objetivo de pular essas etapas é validar as etapas e melhorias ao longo do processo.

Princípios

Isso soa familiar não é? Esse ideia fomenta ainda mais o MVP (Minimum Viable Product”, ou “Produto Mínimo Viável”), que nada mais é, lançar um produto ou serviço com o menor investimento possível. Assim, é possível coletar informações e feedbacks com o mercado, validando a ideia durante o percurso.

O MVP então, é uma forma de teste, que evita esforços desnecessários no processo de criação e otimiza a validação das premissas.

Como o trabalho da equipe é constantemente avaliado, a entrega também deve ser. Logo, o Deploy Contínuo das funcionalidades e correções devem ser constantes para validar e, no pior caso, errar rápido.

Mas e se eu entregar duas versões diferentes, vou economizar ainda mais tempo? Com certeza! Testes A/B são muito válidos e apoiam bastante na tomada de decisão. Se você acompanha o blog, sabe que já falamos sobre o tema aqui. Clique e confira.

Quando a decisão do mercado impacta diretamente no negócio, é necessário verificar as Métricas Acionáveis, que oferecem informações necessárias para a tomada de decisão de uma forma mais imediata.

Se a mudança é significativa, é com o Pivot. É uma mudança completa. Uma nova hipótese estratégica que envolve voltar a etapas iniciais do processo, com um novo MVP.

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